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FAPESP abre 3 chamadas do Horizon Europe: veja prazos

FAPESP entra em três editais internacionais sobre biodiversidade, água e economia azul, com verba de até R$ 600 mil por proposta e prazos em novembro.

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Se a sua pesquisa cruza biodiversidade, água ou oceano, novembro é o mês que interessa. A FAPESP, a convite do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), entrou em três chamadas internacionais vinculadas ao Horizon Europe, o programa de pesquisa e inovação da Comissão Europeia. Uma chamada internacional é um edital conjunto entre agências de fomento de países diferentes, no qual cada uma financia os pesquisadores do seu próprio território dentro de um projeto feito em consórcio. Se você pesquisa sustentabilidade socioambiental e está em São Paulo, isso muda o tamanho do seu consórcio possível, e o tamanho da verba disponível.

O que aconteceu

São três chamadas, cada uma ligada a uma rede científica diferente dentro do Horizon Europe. A primeira é a Biodiversa+, parceria com a qual a FAPESP já colaborou em 2019, 2023, 2024 e 2025, e que agora lança a chamada “BiodivFuture”, sobre novos ecossistemas, consequências socioecológicas e trajetórias futuras da biodiversidade.

A segunda é a Water4All, rede voltada a pesquisa multidisciplinar sobre recursos hídricos, com a chamada “Gestão Sustentável da Água”. A terceira é a Sustainable Blue Economy Partnership (SBEP), que reúne 74 instituições de 30 países e trata de economia azul, ou seja, o uso sustentável de recursos marinhos e costeiros. As duas primeiras encerram em 10 de novembro, e a terceira em 16 de novembro, sempre para a submissão da pré-proposta.

Por que isso importa pra você

A regra de ouro das três chamadas é a mesma, e vale decorar antes de montar qualquer coisa:

  1. A proposta precisa de um pesquisador responsável em São Paulo. Sem isso, a FAPESP não entra no financiamento.
  2. O projeto tem que ter consórcio, reunindo parceiros de pelo menos outras duas organizações que financiem a chamada.
  3. Pelo menos dois Estados-Membros da União Europeia (ou países associados ao Horizon Europe) precisam estar entre essas organizações parceiras.
  4. A submissão segue as regras da modalidade Auxílio à Pesquisa Regular da própria FAPESP, não um formulário novo.

Se você está no meio da pós e sua linha de pesquisa toca biodiversidade, gestão hídrica ou economia azul, vale verificar se o seu orientador já tem algum contato de pesquisa na Europa.

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O que o consórcio exige na prática

Montar um consórcio internacional exige reunir, antes da submissão, parceiros de pelo menos duas outras organizações que financiem a chamada, incluindo ao menos dois Estados-Membros da União Europeia ou países associados ao Horizon Europe.

Se a sua instituição já tem grupo de pesquisa internacional ativo, essa chamada é um prazo a mais na agenda. Se não tem, vale avaliar se o tempo até 10 de novembro é suficiente para construir a parceria do zero. Vale perguntar ao seu orientador ou ao núcleo de relações internacionais da sua universidade se já existe algum contato nessa direção, antes de decidir correr atrás da chamada específica.

O que me chama atenção nesse tipo de edital

O que me chama atenção aqui é o valor: até R$ 600 mil por chamada, para dividir entre todas as propostas aprovadas de pesquisadores paulistas. Não é pouco, mas também não é um cheque em branco por projeto. Isso significa dividir o valor entre todas as propostas aprovadas de pesquisadores paulistas em cada uma das três chamadas.

Na minha experiência, esse tipo de chamada internacional costuma favorecer quem já tem uma rede de contatos formada, e isso pode pesar mais para quem está no início da pós. Não significa que você precisa desistir se está no mestrado ou doutorado: significa que entrar como colaborador de um projeto já estruturado, ao invés de tentar liderar um do zero, pode ser o caminho mais realista. Faz sentido pensar primeiro em quem no seu departamento já tem esse tipo de articulação.

Próximos passos

Se alguma das três áreas conversa com sua pesquisa, aqui vai o que fazer ainda esta semana:

  1. Leia o edital completo da chamada que te interessa (BiodivFuture, Water4All ou SBEP) direto no site da FAPESP.
  2. Procure seu orientador ou o núcleo de relações internacionais da sua instituição para saber se já existe parceria europeia em andamento.
  3. Confirme se você, ou seu orientador, pode ser o pesquisador responsável em São Paulo, exigência que vale para as três chamadas.
  4. Separe o calendário: 10 de novembro para Biodiversa+ e Water4All, 16 de novembro para SBEP.
  5. Se não houver parceria pronta, considere entrar como colaborador em um consórcio já formado, em vez de tentar montar um novo até o prazo.

Essas três chamadas fazem parte da participação da FAPESP no Horizon Europe junto ao Confap. Se você quer entender melhor como funcionam os editais da fundação de modo geral, dá uma olhada em Fapesp muda regras da bolsa no exterior, e exclui iniciação.

Fonte: FAPESP participa de três novas chamadas internacionais do Horizon Europe, Agência FAPESP

Perguntas frequentes

Quem pode participar das chamadas da FAPESP com o Horizon Europe?
Pesquisadores vinculados a instituições do Estado de São Paulo, desde que a proposta tenha um responsável em SP e reúna um consórcio com pelo menos outras duas organizações parceiras, incluindo dois Estados-Membros da União Europeia ou países associados.
Qual o valor do financiamento dessas chamadas da FAPESP?
O orçamento disponibilizado pela FAPESP é de até R$ 600 mil por chamada, destinado a apoiar as propostas concedidas a proponentes do Estado de São Paulo. As submissões seguem as normas da modalidade Auxílio à Pesquisa Regular.
Quais são os prazos das chamadas da FAPESP no Horizon Europe?
A chamada BiodivFuture (biodiversidade) e a Water4All (gestão da água) têm prazo até 10 de novembro. A chamada da Sustainable Blue Economy Partnership (economia azul) vai até 16 de novembro, todas para submissão da pré-proposta.

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