Oportunidades

FAPESP destina R$ 21 milhões a plataformas digitais abertas

Chamada da FAPESP com MCTI, MCom e CGI.br financia pesquisa em software livre. Inscrições abrem em novembro, com prazo até fevereiro de 2027.

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Se você pesquisa tecnologia, governança digital ou economia de plataformas, preste atenção nesta data: 5 de novembro. Foi quando a FAPESP, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério das Comunicações (MCom) e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) abrem o sistema para uma chamada de R$ 21 milhões voltada a plataformas digitais abertas. Uma plataforma digital aberta é um sistema construído com software livre e protocolos públicos, em vez de depender de tecnologia fechada controlada por uma única empresa. Se você estuda infraestrutura digital, economia de plataformas ou tecnologia com impacto social, essa chamada pode financiar justamente o projeto que você já vem desenhando.

O que aconteceu

A chamada reúne quatro instituições, FAPESP, MCTI, MCom e CGI.br, em torno de um objetivo específico: financiar pesquisa sobre software livre, protocolos abertos e, em especial, arquiteturas federadas. O dinheiro está dividido em duas modalidades. O Auxílio à Pesquisa Regular recebe R$ 6 milhões, com projetos de dois a três anos e até R$ 200 mil por ano. O Projeto Temático recebe R$ 15 milhões, com duração de até cinco anos e teto de R$ 5 milhões por proposta.

A meta declarada vai além de desenvolver tecnologia. A chamada busca articular geração de conhecimento científico, desenvolvimento de processos e inovações, transferência de tecnologia e apoio a iniciativas empreendedoras construídas sobre essas plataformas. Ou seja: não é só sobre escrever código, é sobre o que esse código sustenta depois.

Por que isso importa pra você

As propostas precisam se encaixar em pelo menos uma de três linhas de pesquisa definidas pela chamada:

  1. Desenvolvimento e aprimoramento de softwares livres e plataformas descentralizadas. Linha mais técnica, para quem trabalha direto com arquitetura de sistemas.
  2. Estudos de viabilidade econômica e modelos de negócio. Para quem investiga como pequenos empreendimentos e cooperativas sustentam renda com infraestrutura aberta.
  3. Estudos de impacto socioambiental. Para quem avalia os efeitos ambientais e sociais dessas infraestruturas tecnológicas.

Dentro dessas linhas, a chamada lista temas de interesse que ajudam a calibrar o projeto: usabilidade e acessibilidade de plataformas abertas, interoperabilidade entre sistemas, governança comunitária, modelos sustentáveis de geração de renda e estratégias de inclusão digital e econômica. Se sua pesquisa toca algum desses pontos, vale ler o edital completo (fapesp.br/18444) e conferir o enquadramento exato antes de montar o orçamento.

A chamada também sinaliza algo relevante para quem pensa em parceria: o projeto precisa ser conduzido por um pesquisador vinculado a instituição de ensino e pesquisa, mas admite parcerias com empresas, cooperativas, organizações de trabalhadores e comunidades interessadas. Isso amplia o leque de quem pode compor a equipe, sem abrir mão da coordenação acadêmica.

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Como isso se encaixa no seu projeto

Se você está estruturando um pré-projeto ou uma proposta de auxílio, essa chamada é um bom teste de aderência: ela já vem com linha de pesquisa definida, orçamento balizado e prazo claro. Na minha experiência, vale começar pela pergunta certa: qual problema concreto, entre os listados, sua pesquisa resolve, e com que método.

Vale separar tempo para mapear se sua instituição já tem outros pesquisadores trabalhando com software livre ou infraestrutura digital. Se a sua instituição reúne mais de uma frente dentro do mesmo guarda-chuva teórico, vale considerar incluir isso na proposta de Projeto Temático.

Próximos passos

Se essa chamada é compatível com sua linha de pesquisa, aqui vai o que organizar antes de fevereiro de 2027:

  1. Leia a íntegra da chamada em fapesp.br/18444 e identifique em qual das três linhas sua proposta se encaixa.
  2. Defina a modalidade: Auxílio à Pesquisa Regular, se o projeto é mais contido, ou Projeto Temático, se envolve equipe maior e investigação de longo prazo.
  3. Converse com seu orientador ou coordenador institucional sobre eventuais parcerias com empresas, cooperativas ou comunidades, já que isso pode fortalecer a proposta.
  4. A partir de 5 de novembro, organize o cadastro e a submissão pelo Sistema de Apoio à Gestão (SAGe).
  5. Deixe a redação do projeto pronta com antecedência ao prazo de 22 de fevereiro de 2027, para sobrar tempo de revisão.

Se você está nessa fase de desenhar um pré-projeto do zero, vale olhar como outras chamadas recentes de fomento têm sido estruturadas: dá para aprender bastante comparando editais. Veja mais em FAPESP abre chamada para atrair pesquisadores do exterior.

Fonte: Nova chamada destinará R$ 21 milhões a pesquisas sobre plataformas digitais abertas, Agência FAPESP

Perguntas frequentes

Quem pode se inscrever na chamada da FAPESP sobre plataformas digitais abertas?
Pesquisadores vinculados a instituições de ensino e pesquisa, com possibilidade de parceria com empresas, cooperativas, organizações de trabalhadores e comunidades interessadas. O projeto precisa ser conduzido por um pesquisador ligado a uma instituição, mesmo quando há parceiros externos.
Qual o prazo e onde submeter a proposta para essa chamada?
O Sistema de Apoio à Gestão (SAGe) abre para submissões em 5 de novembro, e o prazo final é 22 de fevereiro de 2027. A inscrição é exclusivamente por essa plataforma, seguindo as normas da modalidade escolhida.
Qual a diferença de orçamento entre Auxílio à Pesquisa Regular e Projeto Temático nessa chamada?
O Auxílio à Pesquisa Regular tem duração de dois a três anos e orçamento de até R$ 200 mil por ano. O Projeto Temático dura até cinco anos e pode chegar a R$ 5 milhões no total. Juntas, as duas modalidades somam os R$ 21 milhões da chamada.

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